Entenda como deve ser feito o estudo de viabilidade econômica

Atualizado: Set 15

Ao começar um projeto, seja para abertura de uma empresa ou para a expansão de uma já existente, o estudo de viabilidade econômica é indispensável. As variáveis do mercado, a concorrência, seu público-alvo, tudo isso deve ser levado em conta e pode fazer a diferença entre o êxito e o insucesso do seu planejamento. Isto é, a sua empresa precisa estar economicamente preparada para tornar sua ideia possível.


O estudo de viabilidade econômica consiste em avaliar se determinado projeto é viável ou não e caso não for, de que forma é possível o viabilizar. É uma ferramenta capaz de fornecer informações a respeito da sua rentabilidade e qual o seu impacto na empresa. Seu objetivo é prever ou antecipar os cenários otimistas e pessimistas quando o projeto for posto em prática.


Tendo em vista a importância desse estudo, separamos um rápido passo a passo de como o fazer da maneira certa:


1- Análise de Mercado


A Análise de Mercado consiste em um estudo aprofundado de um determinado nicho, com o objetivo de compreender as suas variáveis relevantes.

Através disso, compreendendo mais a curva da demanda, tamanho e projeções do setor deste mercado, estágios de demanda e períodos sazonais. E fundamentalmente, dados acerca do seu público-alvo, entendendo de que forma é possível fazer com que a ponte entre empresa e cliente seja a melhor possível.

Além disso, essa análise evidencia quais são os diferenciais dos concorrentes diretos e indiretos, indicando boas práticas que deverão alavancar o negócio quando levado para frente.


2- Projete os custos e as despesas


Nessa etapa, é preciso que você considere os custos e as despesas que envolveram o planejamento. Desde os investimentos até os custos operacionais e tributários. Para mais, será necessário a análise tanto dos gastos fixos quanto dos gastos variáveis. Vale ressaltar que gastos fixos são aqueles que não sofrem alteração de valor em caso de aumento ou diminuição da produção, enquanto os gastos variáveis, são aqueles que que variam proporcionalmente de acordo com o nível de produção ou atividades. Seus valores dependem diretamente do volume produzido ou volume de vendas efetivado num determinado período.

Outro ponto de suma importância é: a diferença entre custo e despesa. Custo se identifica com um produto que está sendo fabricado e despesa se identifica com o período, o exercício, o ano. Portanto, custos dos produtos são gastos de produção atribuídos às unidades que foram produzidas enquanto despesas abrangem apenas os gastos de escritório e administração.


3-Projete as receitas


Essa é uma das etapas mais mais importantes do projeto, pois ele será base para definição da viabilidade da empresa. A análise mercadológica irá gerar alguns dos insumos que se utilizarão para calcular a receita. Mas o cálculo da receita não depende inteiramente dos resultados da análise mercadológica.

Para o cálculo da receita você pode considerar o preço do produto/serviço, a capacidade produtiva do negócio, a taxa de crescimento do negócio, o PIB, entre outras óticas.

Vale ressaltar que essa projeção deve levar em consideração também diferentes cenários no qual o empreendedor definirá diferentes informações sobre preços, produtos e custos em cada um dos possíveis panoramas. Com isso, as probabilidades de riscos diminuem, pois o gestor terá planejado antecipadamente as ações que deveriam ser tomadas em cada uma das possíveis situações hipotéticas.

4- Analise os indicadores


Os indicadores são responsáveis por indicar a viabilidade do negócio. Ter o conhecimento sobre o que cada um representa é um fator crítico de sucesso na avaliação de um projeto e saúde financeira de uma empresa. Os indicadores são também uma forma de medição de controle. Por exemplo, um indicador que mede o tempo de atendimento de um serviço, o tempo de recebimento médio dos clientes, margem de lucro de um determinado produto, entre outros.

Os indicadores apresentados a seguir são os mais utilizados na análise de viabilidade de um projeto.

-Valor Presente (VP) e Valor Presente Líquido (VPL): valor presente (VP) calcula o valor presente dos pagamentos futuros descontados a uma taxa de desconto (WACC), ou seja, estima o quanto o projeto gerou de riqueza. Já o valor presente líquido (VPL) é o valor presente somado ao valor gasto com investimento inicial, ou seja, o valor previsto de retorno após o período de 5 anos. Se o VPL for maior que zero, o projeto é viável, pois o valor presente de todas as entradas de caixa é maior do que o valor presente de todas as saídas de caixa. Se o VPL for negativo, significa que o negócio não é economicamente viável, pois não gerará lucro do ponto de vista de custo de oportunidade, apenas prejuízo.

-Taxa Interna de Retorno (TIR): A TIR é uma taxa anual e deve ser comparada com a taxa WACC (taxa mínima de atratividade do mercado), caso primeira se mostre maior do que a segunda (TIR > WACC), isso indica que o projeto é viável pela ótica da TIR, já que o seu retorno será maior do que o seu custo de oportunidade.

- Payback e Payback descontado: O Payback busca medir quanto tempo o negócio irá demorar para se pagar e assim começar a gerar lucratividade, na perspectiva do fluxo de caixa acumulado. Ou seja, é o tempo que o fluxo de caixa acumulado irá demorar para ficar positivo.

O payback descontado é bem similar ao payback anterior, porém ele será calculado em cima do fluxo de caixa acumulado descontado (O fluxo trazido a valor presente se utilizando do WACC como taxa de desconto). Ele irá demonstrar, portanto quanto tempo o negócio irá demorar para se pagar e assim começar a dar lucro, na perspectiva do fluxo de caixa acumulado descontado. Ou seja, é o tempo que o fluxo de caixa acumulado descontado irá demorar para ficar positivo.


Esses são os quatro pontos principais no estudo de viabilidade econômica. Se você quer abrir ou expandir um negócio, não faça-o sem o Estudo de Viabilidade Econômica, pois pode acabar embarcando em uma furada!


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